domingo, 24 de fevereiro de 2013

"O Prisioneiro do Céu" (Carlos Ruiz Zafón): OPINIÃO!

"O Prisioneiro do Céu" é o terceiro livro da tetralogia "O Cemitério dos Livros Esquecidos" e só posso referir que foi maravilhoso reencontrar personagens por quem me apaixonei em "A Sombra do Vento" e "O Jogo do Anjo". 

Para mim que adoro Zafón no que toca a esta série em particular, foi uma verdadeira alegria voltar a encontrar Daniel Sempere e pai, Fermín Romero de Torres e David Martín.

Carlos Ruiz Zafón tem uma escrita magistral e em "O Prisioneiro do Céu" volta a agarrar o leitor desde a primeira página levando-o para uma Barcelona de 1957 e envolvendo-o através das suas palavras numa leitura repleta de magia e de uma aura muito própria.

Esta série tem para mim uma narrativa tão envolvente que ao começar "O Prisioneiro do Céu" automaticamente me deixei enfeitiçar e prender.

Quando uma intrigante personagem faz uma inesperada visita à livraria de Sempere tudo muda repentinamente. Esta personagem misteriosa ameaça revelar um segredo do passado e assim os amigos Daniel Sempere e Fermín são lançados numa aventura que acabará por intrigar e surpreender o leitor.

Mediante retrocessos ao passado, alternados com momentos do presente, a narrativa de "O Prisioneiro do Céu" vai-nos dando a conhecer mais a fundo as personagens, ao mesmo tempo que nos envolvemos numa história sobre identidade, família, vingança e passado.

A escrita de Zafón tem uma capacidade extraordinária de nos enfeitiçar e a narrativa cheia de revelações agarra o leitor com força, provocando-lhe reacções de espanto brindando-o ao mesmo tempo com episódios repletos de humor.

A acção desenvolve-se com rapidez e o facto da narrativa alternar entre passado e presente mantém o leitor preso às páginas com ansiedade e expectativa.

Algumas personagens já me eram familiares mas cimentaram a minha paixão por elas agora que as fiquei a conhecer mais profundamente através deste "O Prisioneiro do Céu". Esta leitura traz-nos igualmente novas personagens que pela sua aura de mistério e obscuridade conferem uma riqueza extra ao enredo.

Finda a leitura fica a sensação inequívoca de que as páginas se leram demasiado rápido e que soube a pouco. O leitor que é fã desta série e do autor Carlos Ruiz Zafón fica com vontade de ter ainda mais duzentas ou trezentas ou mais páginas para ler para não ser obrigado a despedir-se tão cedo destas personagens e de uma Barcelona repleta de uma envolvência mágica e enfeitiçante. 

Fica a enorme ânsia de que não demore muito a sair o último volume desta tetralogia para nos podermos perder novamente nesta Barcelona do Cemitério dos Livros Esquecidos.

CLASSIFICAÇÃO: 6. Excelente!


6 comentários:

Catarina R. disse...

Nunca li nada de Zafón..é uma falha enorme da minha parte que tenho de corrigir! Gostei da tua review

André Nuno disse...

Que bela opinião!
Muito parecida com a minha:
http://libriscogitare.blogspot.pt/2013/02/o-prisioneiro-do-ceu-carlos-ruiz-zafon.html

Só desejo que o último livro tenha para cima de 980 páginas!!

Boas leituras.
:)

Diana Barbosa disse...

Olá André Nuno

Só fui espreitar a tua opinião agora e está muito boa!

Zafón é um autor excepcional e a sua escrita é simplesmente magistral.

Um último livro da tetralogia com 980 páginas parecer-me-ia muito bem, apesar de suspeitar que nem essas 980 páginas seriam suficientes para nós fãs deste autor :)

Boas leituras!

Diana Barbosa disse...

Catarina só te tenho uma coisa a dizer: tens de ler mesmo :D!!!!

André Nuno disse...

Sim, sim... Sublinho o que escreve a Diana. Um autor imperdível. Começa pela Sombra do Vento, Catarina!
(Estou certo que a Diana concorda) :)

Diana Barbosa disse...

Claro que concordo Nuno!

Catarina quando te dedicares a este maravilhoso autor lê pela seguinte ordem: A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu.

Não te vais arrepender :D